Último artigo publicado:

11/03/2026

Tradução / Translation / Tradução

⚠️ Este conteúdo é uma tradução automática do original em francês. Algumas expressões podem estar incorretas. Fique à vontade para me avisar se notar algo estranho.

Olá, filho,

Ontem foi um grande dia.

Partimos de Fortaleza para voltar para casa.

A última vez que estivemos aqui, nós três, foi muito breve.
Deixamos esta casa no dia 28 de março passado com sua mãe para ir a Fortaleza a fim de prepará-lo para vir ao mundo. Depois, voltamos por dois dias com você e, em seguida, no dia 27 de abril, se não me engano, tivemos que retornar ao hospital.

Faz, portanto, quase um ano que não vivíamos realmente em nossa casa.
É uma sensação estranha retornar aqui.

É agradável, obviamente. Mas ao mesmo tempo é estranho.
Como se duas vidas se misturassem. A vida de antes e a de hoje.
Conhecemos as paredes, mas não reencontramos totalmente todas as nossas referências.

A viagem de ontem correu bem.

Tínhamos preparado tudo com antecedência.
Uma ambulância da região veio buscá-lo logo após sua sessão de fisioterapia motora favorita com a Carole, e você ficou com sua mãe durante todo o trajeto. Ela o manteve nos braços porque não havia exatamente uma cadeirinha de bebê adequada na ambulância. Você não chorou e olhou para ela quase o tempo todo.

Do nosso lado, eu e sua babá Fabi, voltamos de carro rapidamente para organizar tudo antes da sua chegada.

O carro estava cheio, realmente cheio de coisas. Ainda restam pertences lá que terei de buscar na próxima segunda-feira para uma terceira e última viagem.

Faz agora 24 horas que voltamos para casa.

Sua noite foi dividida em duas partes. A primeira com sua mãe. Aparentemente, você dormiu mal. Depois, a segunda comigo a partir das 2:00 da manhã. E, nesse momento, achei que você dormiu razoavelmente bem.

Sua saturação estava um pouco mais baixa que o habitual. Isso nos angustiou um pouco e tivemos que aumentar um pouco o oxigênio. Não sabemos ao certo se é apenas o tempo necessário para você se adaptar a este ambiente diferente.

Outra mãe de uma criança com BOPI acabou de nos dizer que aconteceu o mesmo com ela durante uma mudança.

Também recebemos um e-mail oficial do plano de saúde informando que não nos cobrem na zona onde moramos. Portanto, por enquanto, não sabemos ao certo como será em relação a alguns equipamentos. Já sabíamos disso, nada de novo… Nós os amamos 🙂

Mas também há uma surpresa.

Aqui, no interior, o sistema público nos acompanha muito mais do que imaginávamos. Eles nos fornecem o oxigênio. Fornecem material médico. Fornecem certos medicamentos. Talvez também forneçam seu leite especializado. Eles também cuidam das vacinas.

E tudo isso gratuitamente.

É quase inacreditável! Reativo, eficaz! Muito bom!

Hoje, por exemplo, um médico veio à casa com várias enfermeiras e auxiliares de enfermagem para fazer uma primeira avaliação. Amanhã, uma senhora virá para as vacinas. Na próxima semana, veremos uma pediatra.

Você também teve sua primeira sessão de fisioterapia motora hoje.

Esta fisioterapeuta é alguém muito experiente. Foi ela, inclusive, quem já tratou as costas do papai. A sessão correu muito bem e acho que será ótimo.

Esta parte não tem cobertura financeira e fará parte das despesas que assumiremos. Também haverá uma fisioterapeuta respiratória que virá a partir de amanhã.

Para as despesas não cobertas, continuamos a avançar em outros planos, e é muuuito demorado!

Sua mãe aprendeu gestos básicos e agora sabe usar o bocal e o TR3 que fazemos quase diariamente.

Hoje você também teve um pouco de febre em dois momentos do dia.

Isso nos preocupou um pouco. Achamos que seu corpo deve apenas se adaptar. O clima não é exatamente o mesmo de Fortaleza. Aqui é mais úmido e um pouco mais quente.

Mantemos o ar-condicionado ligado para tentar manter uma temperatura estável.

Na casa, por enquanto, reina um pouco o caos.

Temos pertences por todo lado vindos do apartamento. Estamos tentando organizar aos poucos. Provavelmente teremos que reorganizar seu quarto porque, com todos os aparelhos médicos, falta espaço.

Encontraremos uma organização melhor.

Felizmente, sua babá Fabi aceitou nos acompanhar aqui para nos ajudar por um tempo. Sem ela, seria realmente muito mais complicado.

Hoje você estava de bom humor. Você sorri, você ri. E esse é sempre o melhor sinal do mundo. Eu me divirto muito fazendo você dar gargalhadas.

O que é mais marcante aqui em relação à cidade é o silêncio.

Um silêncio real.

Em Fortaleza, morávamos bem em frente a um cruzamento e havia sempre barulho.

Aqui ouvimos os pássaros, os gatos, as galinhas, os cães.

Também há muitas moscas e mosquitos. Isso faz parte do interior.

É como se a pressão da cidade diminuísse um pouco.

Há menos visitas de profissionais durante o dia. Você pode dormir quando quiser. Você não é mais obrigado a seguir um ritmo imposto pelas visitas médicas.

Aos poucos, as coisas avançam.

É preciso manter a serenidade.

E, acima de tudo, aproveitar este momento de vitória.

Eu te amo, minha batatinha.

Papai.

Os conteúdos publicados neste site são relativos ao testemunho pessoal e à expressão de uma experiência vivida em um determinado momento. Eles não têm como objetivo acusar, julgar ou generalizar situações, pessoas ou estruturas.

Participe da tribo de apoio ao Gabriel