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A bronquiolite obliterante (BO) é uma doença pulmonar crônica rara. Depois de uma agressão aos pulmões, as menores vias respiratórias, os bronquíolos, inflamam e depois cicatrizam, ficando estreitas ou obstruídas. O ar passa com mais dificuldade, principalmente na expiração, e essas lesões em geral são definitivas.
Ela não deve ser confundida com a bronquiolite do bebê, muito comum e que costuma passar em alguns dias. A bronquiolite obliterante é uma complicação rara e duradoura.
É a forma da criança, chamada pós-infecciosa (BOPI). Surge depois de uma infecção respiratória grave, na maioria das vezes por adenovírus, às vezes por micoplasma ou outros vírus. É a doença do Gabriel.
Nesse caso é uma forma de rejeição crônica do enxerto, chamada síndrome da bronquiolite obliterante.
Pode aparecer após um transplante de células-tronco, como manifestação pulmonar da doença do enxerto contra o hospedeiro.
Mais raramente, pode surgir após a inalação de substâncias tóxicas ou acompanhar certas doenças autoimunes.
Na criança, pensa-se nela quando, várias semanas depois de uma infecção respiratória grave, persistem:
Esses sinais lembram a asma, e no início a doença costuma ser confundida com asma. A diferença: os tratamentos habituais da asma aliviam pouco. O tempo até o diagnóstico conta, porque um cuidado precoce pode ajudar a limitar as sequelas.
O diagnóstico se baseia na história da criança, no exame clínico, em uma tomografia de tórax (que mostra um aspecto típico “em mosaico” e ar aprisionado nos pulmões) e, quando a idade permite, em provas de função pulmonar. A biópsia pulmonar raramente é necessária. O acompanhamento é feito por um pneumologista, pediátrico no caso das crianças.
Hoje não existe tratamento que cure a bronquiolite obliterante. O cuidado busca acalmar a inflamação, proteger os pulmões e apoiar o crescimento da criança. Conforme o caso, a equipe médica pode indicar corticoides, certos antibióticos de uso prolongado pelo efeito anti-inflamatório, medicamentos inalatórios, fisioterapia respiratória, oxigênio ou ventilação não invasiva, acompanhamento nutricional e calendário vacinal completo.
Na criança pequena há um motivo de esperança: os pulmões continuam crescendo por anos, e em parte das crianças os sintomas diminuem com o crescimento, embora a lesão dos bronquíolos permaneça. As formas mais graves, porém, podem evoluir para insuficiência respiratória crônica, daí a importância de um acompanhamento regular.
No dia a dia, o principal desafio é evitar infecções respiratórias, que podem agravar as lesões: higiene das mãos, máscara em épocas de surto, vacinas em dia para a criança e para quem convive com ela, nada de cigarro em casa. É uma vigilância pesada para as famílias, e o isolamento que vem junto é uma das razões de existir da associação.
A BO Community, plataforma criada pela associação, oferece guias completos, um acompanhamento das publicações científicas resumidas em linguagem simples, relatos de famílias e uma lista de especialistas.
Esta página traz informações gerais escritas por pais. Ela não substitui a orientação médica. Para qualquer dúvida sobre a saúde do seu filho, converse com o pediatra ou o pneumologista.