Uma noite estável com Paula ao lado de Gabriel.
Às 4h, os aerossóis (Atrovent e Salbutamol) o deixaram mais agitado.
Foi uma manhã difícil: muito choro, dois episódios em que ele quase se engasgou com sua saliva abundante.
No meio do dia, a famosa máquina de ventilação chegou.
Um teste inicial foi lançado… e foi um teste real.
Para nós, pais, ver nosso filho com essa máscara apertada no rosto – uma versão “infantil” com um tubo de girafa, mas que mais parece uma máscara de gás – trouxe de volta muitas lembranças de sua intubação.
O teste foi complicado:
– Dê a ele um sedativo para acalmá-lo
– Remova o adesivo que protege o tubo gástrico.
– Remoção do cateter de oxigênio fixado com adesivos. Dez minutos de choro só para isso. (o sedativo não funciona)
– Em seguida, conecte a máquina. Mas quando eu a estava movendo, o tubo caiu no chão. Tudo teve de ser desinfetado e reconectado. Enquanto isso, Gabriel ficou sem oxigênio.
– No final da manobra, ele estava todo branco. Ele até teve que fazer um raio X para verificar se a sonda não havia se movido…
Hoje à tarde, foi feita uma segunda tentativa, mantendo os cateteres no lugar. Ainda assim, foi bastante complicado vê-lo chorar pela Manuela e depois voltar a ficar todo branco…
Mas as discussões com os profissionais revelaram que a taxa de vazamento de ar da máquina era muito alta: em vez de um máximo de 40, era superior a 50.
Em termos práticos, isso significa que Gabriel não está recebendo todo o oxigênio que deveria e que a máquina, nessas condições, pode não estar fornecendo a ajuda que ele esperava. Talvez o ar esteja saindo porque ele está mantendo o tubo da sonda e o cateter de oxigênio embaixo.
Além disso, não é o modelo que estávamos esperando: ele funciona, mas continua limitado. Provavelmente é com ele que voltaremos para casa. Isso pode complicar as coisas no futuro.
O objetivo não é manter esse aparelho ligado 24 horas por dia, mas sim fazer sessões para expandir seus pulmões.
Em resumo, outro dia intenso, cheio de estresse e fadiga.
Não vejo a hora de um dia podermos ter uma vida normal.