Gabriel passou a noite comigo e com Geraldine. A noite foi bastante estável, sem grandes crises de broncoespasmo ou respiração pesada. Por volta das 4h, ele teve um episódio de taquicardia e uma tosse seca bastante pronunciada apareceu várias vezes durante a noite.
O dia também foi estável. A Amelia deveria ter vindo e substituído a Geraldine, mas acabou não podendo por causa de problemas pessoais. Então o Manuel chegou mais cedo, e nós três ficamos com o Gabriel o dia todo.
No final da tarde, eu queria pegar meu carro na oficina, pois ele estava com um problema no radiador. No final, ele não estava pronto e terei que voltar amanhã. Nada sério, apenas um contratempo.
É engraçado como questões que podem parecer importantes para uma pessoa comum se tornam triviais em uma situação como essa.
Esta manhã, recebemos a visita de um importante membro da administração do hospital.
De acordo com essa pessoa, o hospital está tentando obter a lista de recomendações necessárias para o atendimento domiciliar de Gabriel, conforme indicado por seu pneumologista.
Gostaria de salientar que o especialista em pulmão afirma:
“Todas essas medidas foram projetadas para melhorar a qualidade de vida e otimizar a sobrevivência dos pacientes, que estão expostos a complicações graves, incluindo o risco de morte.”
No entanto, de acordo com essa mesma pessoa, essa lista (ou parte dela) foi rejeitada pela “operadora” do plano de saúde.
Em uma linguagem clara e compreensível, uma das maiores empresas de saúde do Brasil está se recusando a aceitar recomendações médicas essenciais, embora o pneumologista afirme que a não adoção dessas medidas expõe Gabriel a complicações graves e até mesmo ao risco de morte.
Portanto, é oficial: estamos passando para um novo nível.
Se tiver que dar minha vida, eu a darei. Mas vou lutar até o fim.