08h57
Gabriel passou a noite com sua tia e madrinha Jacqueline, que tinha acabado de voltar do sul do Brasil e ficou muito feliz em vê-lo novamente depois de uma longa ausência. Ela não o via desde que ele chegou ao hospital e lhe deu muito amor.
A noite transcorreu bem até por volta das 7h-8h, quando Gabriel desenvolveu taquicardia (até 205 bpm) e uma queda na saturação (até 84-85%), com uma frequência respiratória de até 68/min.
A fisioterapeuta verificou todos os equipamentos (tubos, conexões, máquina) e aumentou temporariamente o oxigênio para 100%, sem nenhuma melhora real. Ela então chamou o médico.
Dessa vez, Gabriel estava acordado, mas não estava chorando. O médico presumiu que ele estava nervoso, talvez sem medicação, como havia acontecido no dia anterior. Foi administrado um coquetel de sedativos e, cinco minutos depois, ele adormeceu, com a frequência cardíaca de volta ao normal e a saturação de oxigênio em 95%.
Em seguida, ele recebeu uma massagem respiratória com limpeza das secreções. Na ausculta, o fisioterapeuta não notou nenhum ruído específico. Não foram feitos raios X ou exames de sangue nesta manhã, mas podem ser solicitados no final do dia. Quando ele dormiu, sua saturação estava estável em 96%, com fluxo de oxigênio em 40%, o que é um sinal bastante bom.
No momento, tudo parece estar bem quando ele está dormindo, mas desde ontem, quando ele acorda, fica nervoso. Ainda não se sabe se isso se deve à abstinência de drogas, à frustração ou simplesmente ao fato de ele estar crescendo.
Talvez o dia traga alguma clareza.
18h42
O médico explicou que os episódios de taquicardia se deviam à falta de sedativos, pois ele havia recebido muitos deles e estava passando por uma fase de abstinência gradual.
Ela ressalta que essas reações também podem estimular a respiração, o que também pode ser benéfico para o retreinamento dos pulmões e dos músculos (sem exagerar).
Um raio X do pulmão foi tirado durante o dia e parece ser bastante semelhante ao tirado no dia anterior.
Eles estão aguardando os resultados da cultura para que possam iniciar a pulsoterapia o mais rápido possível, o que consideram necessário e promissor para recuperar o pulmão, que ainda está muito danificado.