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01/04/2026

Tradução / Translation / Tradução

⚠️ Este conteúdo é uma tradução automática do original em francês. Algumas expressões podem estar incorretas. Fique à vontade para me avisar se notar algo estranho.

Olá, filho,

Ontem, fomos ao restaurante nós três.

Você estava no seu carrinho, sem oxigênio, sem máscara.

Comemos à beira-mar com sua mamãe, como gostamos de fazer, e você brincou com outras crianças.

Bebemos uma garrafa de vinho, voltamos um pouco alegres como fazíamos antes.

Dormimos os três juntos, sem levantar, sem vigiar, sem ter medo.

E esta manhã, você pulou em nossos braços.

Tomamos o café da manhã juntos, tranquilamente.

Sua pediatra nos disse para tomarmos cuidado porque você está ganhando peso demais.

Você está em plena forma, que prazer!

PRIMEIRO DE ABRIL!

A realidade é que vivemos em uma teia.

Uma teia de aranha.

Sabemos onde ela começou.

Não sabemos onde ela termina.

Ela parece infinita.

E então sabemos que ela está lá, a aranha… em algum lugar…

E que ao menor passo em falso, ela pode cair sobre nós.

E tudo pode desmoronar.

Então avançamos devagar.

À procura de uma saída neste infinito.

Com esse medo constante de que ela nos pegue.

Desde que voltamos para casa, recebemos 2 visitas.

Dizem-nos que somos fortes.

A verdade?

Não temos escolha.

Podemos até parecer sólidos.

Mas, na verdade, somos frágeis.

Como um graveto já quebrado várias vezes, preso nesta teia instável, que ainda se mantém de pé… porque não tem escolha.

Esta semana, conversamos com uma das melhores fisioterapeutas do Brasil.

Sua doença é progressiva.

Um vírus, e podemos perder meses.

Um dia, talvez, um transplante.

A esperança é o tempo que conseguimos ganhar.

Nesta teia.

À custa de cuidados, de vigilância e de uma vida quase isolada do mundo.

Dois anos.

Depois cinco.

Depois oito.

Quase completamos um ano.

Meu corpo e minha alma sentem como se tivessem passado dez anos.

Há dias em que o cansaço toma conta de tudo.

Onde a dúvida se instala.

Onde a culpa me corrói.

Onde me pergunto quanto tempo vou aguentar.

Ontem, fomos à cidade.

Exames. De novo.

Seu coração vai bem. Sem hipertensão.

“Boa notícia.”

Depois, um exame de sangue.

Uma hora de choro.

Tentativas em todos os membros.

Uma equipe que parece nunca ter visto um manual de higiene.

E nem uma gota de sangue…

E depois as vacinas.

Saímos às 6:00 da manhã.

Voltamos às 16:00.

Você quase não comeu.

E quando me dizem que você está bem.

Que é maravilhoso você não precisar mais de oxigênio.

É verdade!

Mas a realidade é que o mundo é perigoso para você.

Invisível.

Em toda parte.

E que sua vida, por enquanto, é evitar este mundo.

Porque sem oxigênio, você parece normal.

Mas, na realidade, tudo pode mudar.

Por causa de um simples vírus.

Por causa de uma negligência.

E quando ouço que é preciso aceitar, que é o destino…

Eu grito por dentro.

Há dias em que não consigo.

Felizmente, existe o seu sorriso.

É ele que me mantém de pé.

É ele que me impulsiona a continuar.

É ele que ainda me dá forças.

Então eu sigo em frente.

Nesta porra de teia.

Sua mamãe também está aqui.

Aguentamos firme. Como podemos.

Avançamos.

Lutamos.

Buscamos essa saída.

E esperamos nunca cruzar com a aranha.

Eu te amo, minha batatinha.

E hoje, sinto muito…

estou cansado e irritado…

As seguradoras brasileiras mais uma vez testaram meus nervos…

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